21 set

Debate sobre imposto como a CPMF marca a semana

Declaração do economista da campanha de Bolsonaro, Paulo Guedes, mobilizou menções ao candidato e a outros presidenciáveis

Atualizado em 21 de setembro, 2018 às 11:22 am

Nova edição do DAPP Report – A semana nas redes mostra que o principal assunto da semana no debate econômico foi a declaração do economista da campanha de Bolsonaro, Paulo Guedes, sobre a criação de um imposto sobre transações financeiras. Além de mobilizar um grande volume de menções ao próprio candidato, o tema também entrou nos assuntos associados a outros presidenciáveis.

A notícia de que Paulo Guedes havia proposto a criação de um imposto nos moldes da antiga CPMF gerou, inicialmente, reações controversas entre os apoiadores de Bolsonaro. Muitos ficaram confusos sobre a proposta e a criticaram, dizendo que ela não estava clara e indicava a possibilidade de aumento dos impostos. Após um tuíte do candidato em que negava tal possibilidade, as reações foram se alterando e passaram a defender que, diferentemente do que estava sendo dito, a fala do candidato sempre foi em defesa da redução da carga tributária.

>> Confira a íntegra do DAPP Report – A semana nas redes

Em relação a Haddad, que vem apresentando movimento crescente no volume de menções, as discussões ainda repercutem sua participação no “Jornal Nacional”. De um lado, houve críticas sobre as falas em que defendeu os anos que o PT governou o país, trazendo à tona questões como erros do governo Dilma, escândalos de corrupção, empréstimos do BNDES e desemprego. Por outro lado, o candidato recebe grande apoio quando fala de proposta de educação, como a de revogação da reforma do ensino médio e de medidas para geração de empregos.

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A participação de Ciro Gomes em sabatina do “Jornal da Globo” foi o principal catalisador das menções ao candidato essa semana. Como tem ocorrido com frequência, Ciro fala sempre de muitos temas de economia e, em geral, recebe muitas críticas, como foi o caso da medida para rever pontos da Reforma Trabalhista, do posicionamento contra as privatizações, da proposta de duplo mandato do Banco Central e das críticas à meta de inflação. Mas o tema de maior relevância do discurso de Ciro e que recebe o maior apoio e concordância continua sendo a proposta de retirar nomes do Sistema de Proteção ao Crédito (SPC).

Na última semana, os temas relacionados a Geraldo Alckmin ficaram restritos às críticas a seus opositores. Em relação a Haddad, ele atribuiu o número de desempregados aos anos de governo do PT. Além disso, ironizou o desempenho do governo de Temer, associando-o como mais uma conta para o partido. Em relação a Bolsonaro, Alckmin concentrou críticas à declaração sobre a criação de um imposto único.

Amoêdo também tem feito estratégia semelhante à de Alckmin. No seu caso, as críticas foram difusas e não colocaram em evidência nenhuma proposta econômica. Além disso, teve repercussão positiva entre seus apoiadores um tuíte em que afirmava que sua campanha não usa dinheiro de fundo eleitoral. Por fim, Marina segue em tendência de queda, sem destacar nenhum assunto econômico novo ligado ao seu nome.