26 out

Diminui diferença de Bolsonaro e Haddad em menções no Twitter

Foram registrados 2,1 milhões de tuítes sobre os candidatos em 24h, e Bolsonaro segue líder em referências, com 1,4 milhão de menções; Citado em 1,1 milhão de publicações, Haddad teve um crescimento de 17% no Twitter

Atualizado em 28 de outubro, 2018 às 5:30 pm

Com a proximidade do segundo turno, especulações sobre o resultado do pleito dominaram o debate sobre os presidenciáveis, no Twitter. Foram registradas 2,1 milhões de menções às eleições entre 14h de quinta-feira (25) e 14h desta sexta-feira (26). Bolsonaro aparece em 1,4 milhão de publicações — mantendo a média de registros das 24 horas anteriores —, enquanto Haddad é citado em 1,1 milhão de tuítes, um crescimento de 17% no volume de postagens. Destaca-se o embate entre mensagens de otimismo de apoiadores do ex-ministro, que veem nas pesquisas recentes uma esperança de virada, e publicações de eleitores do deputado, que atribuem a aproximação a uma estratégia pró-Haddad, associada à narrativa, já verificada no primeiro turno, de que haverá fraudes nas urnas no próximo domingo.

A redução da distância nas pesquisas mais recentes de intenção de voto e a diminuição da rejeição ao petista aparecem com destaque entre as publicações mais retuitadas sobre Bolsonaro, nas 24 horas analisadas. Apoiadores do candidato do PSL têm demonstrado receio em relação à possibilidade de fraude das urnas e desconfiança no que diz respeito aos levantamentos — algumas das hashtags constantes no debate abordam esta narrativa, como é o caso de #nemvemquenaotempt (3,3%) #nãoaceitaremosfraude (3%), #cagueiprodatafolha (0,6%) e #cagueirproibope (0,4%). Ao mesmo tempo, o desempenho de Bolsonaro no Nordeste foi comemorado com a hashtag mais mobilizada nos tuítes: #nordesteé17 (5,5%).

Outro tema recorrente foi a violência política. Perfis de apoio a Bolsonaro falam sobre possíveis casos de violência motivados por eleitores do PT. O marcador #SeuVotoMePõeEmRisco, presente em 0,7% de menções ao presidenciável, por outro lado, destaca o medo de que sua vitória signifique o cessamento de liberdades democráticas, apontando, ainda, a recente fala de Bolsonaro, em que expressou que iria “mandar a oposição para a ‘ponta da praia'”, gíria que simbolizaria execuções realizadas pela Marinha durante a ditadura militar. Bolsonaro também se defendeu destas acusações dizendo que os únicos que devem temer a “ameaça” representada por ele são os “bandidos” e “corruptos”.

Já as publicações mais retuitadas sobre Fernando Haddad têm nas comparações com o candidato oponente sua principal temática. Nelas, o petista segue elogiado como democrático — ainda em alusão, especialmente, ao episódio envolvendo o rapper Mano Brown — e como contrário à violência e ao autoritarismo, atributos que, segundo esses usuários, seriam representados por Jair Bolsonaro. Também merecem destaque tuítes que comentam resultados de pesquisas recentes de intenção de votos, seja em posts que retratam um certo otimismo dos apoiadores de Haddad (a hashtag mais utilizada no período foi #horadavirada, que aparece em 17,1% dos tuítes), seja em publicações que questionam a confiabilidade dos resultados e que atribuem o crescimento do PT ao “risco” de fraude na votação de domingo (28). Há, ainda, publicações que divulgam vídeos contrários ao ex-ministro, mas com comentários aparentemente favoráveis a ele ou com textos irônicos.   

Facebook

Entre 0h e 14h desta sexta-feira (26), Bolsonaro angariou 532 mil compartilhamentos, reações e comentários em sua página oficial do Facebook, superando o resultado mobilizado por Haddad, com 398,2 mil interações. O candidato do PT fez 14 postagens, enquanto o do PSL publicou apenas cinco vezes, alcançando média de engajamento/post de 28,4 mil e 106,4 mil interações, respectivamente. Bolsonaro publicou vídeos em crítica a Haddad e ao PT e negou acusações de que reduzirá direitos de minorias políticas. Já Haddad publicou imagens de atos pela “virada” em diferentes cidades, além de vídeos de campanha e de mensagens em que se posiciona contra a intolerância religiosa.