28 jun

Posicionamentos de presidenciáveis sobre economia provocam críticas

Pesquisa eleitoral do Datafolha também gerou repercussão negativa

Atualizado em 29 de junho, 2018 às 7:06 pm

A pauta econômica em debate nas redes sociais apresenta uma tendência crescente de associação com as eleições, na medida em que arrefecem as discussões acerca dos impactos da greve dos caminhoneiros. Na última semana, vários pré-candidatos estiveram em foco por questões econômicas que geraram considerável repercussão crítica em Twitter, sites de notícia e blogs.

A pré-candidata Manuela D’Ávila obteve especial destaque por sua participação no programa de entrevistas “Roda Viva”. Enquanto as redes mostraram um apoio à defesa de direitos civis por parte da pré-candidata, a temática econômica mobilizou percepções mais difusas e muitas vezes críticas a Manuela. Os comentários versaram, em especial, sobre suas posições com relação à revogação da Reforma Trabalhista e ao reconhecimento de um regime democrático na Venezuela. Alguns perfis também afirmam que Manuela usa informações consideradas imprecisas ou pouco claras quando fala sobre economia.

Também gerou críticas nas redes a divulgação, no final da semana passada, de uma pesquisa do instituto Datafolha mostrando que quase um terço da população acredita que o ex-presidente Lula é o candidato mais preparado para acelerar o crescimento da economia. Os comentários ressaltam especialmente o fato de Lula estar preso.

Enquanto isso, os posicionamentos do deputado federal Jair Bolsonaro foram vistos pelos usuários como contraditórios com os seus sinais para uma política mais liberal na área econômica. Muitos usuários entendem que seus mandatos consecutivos sem produzir projetos de lei considerados relevantes e a presença de sua família na política são fatores que permitem questionar seu cuidado com os recursos públicos.

Já o pré-candidato pelo PDT, Ciro Gomes, também vem sendo fortemente criticado por posicionamentos sobre a área econômica, considerados pelos usuários como pouco claros, sobretudo em relação ao pagamento da dívida pública e à distribuição de impostos sobre consumo para pessoas de baixa renda. Além disso, em menor grau, tiveram repercussão tuítes do pré-candidato a presidente e ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sobre sua posição de oposição aos extremos políticos e de apoio a mudanças na Previdência. Isso fez com que Meirelles tivesse maior volume de menções que o usual, enquanto pré-candidatos como Geraldo Alckmin e Marina Silva (Rede) tiveram pouco destaque na semana.